quarta-feira, 26 de março de 2008

508 ANOS DE BRASIL: Vou te mostrar o que não aparece no cartão postal.

Há uma constante que atravessa toda a história do Brasil. Estes 508 anos assistiram a transformações mirabolantes, mas o que não tem mudado nesses cinco séculos é que a colônia, depois o país, funcionaram sempre em favor de uma pequena minoria que está no topo da sociedade- e de uma extensão variável à volta dessa elite- e contra a imensa maioria da população.
Isto foi verdade na época da escravidão e de uma sociedade pensada para efetuar exportações primárias, é ainda mais verdadeiro hoje em dia, quando a tão propagada "globalização" traduz-se, na prática, em concentração de renda e desemprego, que continuaram crescendo aqui como em outros lugares, e no aumento do abismo econômico e tecnológico entre os países ao norte e ao sul do equador. Enquanto os recursos e capitais continuam tendendo a concentrar-se muito majoritariamente "acima" daquela linha, oportunidades ocas são pretensamente abertas "a todos" no processo de mundialização da economia. Tamanha hipocrisia.
Nas circunstâncias deste século, as vozes que se levantam contra tal estado de coisas são poucas. Predominam aquelas que afirmam que tudo que está acontecendo é inevitável. O que não é novidade. Os cientistas sociais conservadores sempre tentaram demonstrar que o que existe, existe porque é necessário.
O óbvio, é que precisamos de "um Brasil oposto a este que está", que não exclua da cidadania efetiva a imensa maioria das pessoas. O oposto, portanto, de um Brasil oligárquico, cada vez mais excludente e integrado a um capitalismo insensível. Há pouco tempo, nossos governantes cantavam as loas de um Estado "de bem estar"- arma eficaz na luta contra os movimentos socialistas- Agora se gasta cada vez menos com a educação e saúde gratuitas, alegando mentirosas razões incontornáveis de fundo demográfico e econômico.
O conhecimento histórico da nossa realidade viabiliza um olhar profundo no olho da tragédia em que estamos todos envolvidos e, mais do que isto, nos dá a consciência de que é possível e indispensável supera-la, através da organização, da atuação e práticas para elaborar um futuro mais digno para todos os brasileiros.

terça-feira, 18 de março de 2008

Luta entre as classes: processo cíclico


Em toda a história da humanidade sempre houve uma classe dominadora. Ditando tanto as normas econômicas como as de convívio social, enquanto outras classes lutavam por melhores condições de vida em razão das fortes desigualdades existentes.

O homem sempre buscou uma melhor posição dentro de uma sociedade. O homem sempre procurou viver da melhor maneira possível. E quando esse marco de hegemonia é alcançado por uma classe de pessoas, logo armam uma maneira de permanecerem com o controle da situação.
Daí surge a eterna luta entre as classes, pois, mesmo as classes desfavorecidas, uma vez no poder, agirão do mesmo jeito para manter sua liberdade e autonomia. Pelo menos, foi assim que sempre aconteceu.
Essa luta sempre ocorreu na vantagem de uma classe em detrimento de uma outra, ou outras. Qual será a solução para quebrar este ciclo? Considerando que a luta por uma vida melhor é um processo natural e que desencadeia essa eterna disputa. O comunismo é o que mais se aproxima de uma sociedade mais igual para todos. Mas diante de algumas "supostas" vantagens que o capitalismo apresenta, perdeu muito do seu espaço. Muitos acreditam que uma sociedade comunista será menos prazeirosa. Esse é um pensamento difundido pela classe dominadora: os burgueses. O otimismo hipócrita foi lançado, trabalhe duro e terá dinheiro. Isso não é verdade, pois as oportunidades não são as mesmas.
Hoje acontece assim, a classe forte domina e dita as regras do jogo. Enquanto os fracos, por sua vez, só não querem ser dominados e oprimidos. Resultado, conformismo social. Um grande problema de nosso tempo.
Para uma sociedade buscar a igualdade para todos e sustentar isso, é interessante lembrar de um dito para demonstrar como isso pode ser possível: "Antes que mudem os reinos, primeiro é necessário a mudança dos povos."