
Nos últimos anos, o tema "ética" saiu da esfera dos especialistas, passando a freqüentar manchetes de jornais e conversas cotidianas. O movimento em direção a uma sociedade ética reflte a insatisfação do homem com a realidade atual, marcada pela violência, pela impunidade e seu empenho em reordenar as relações sociais.
Nesse processo, porém, emerge a fragilidade do nosso tempo: a dificuldade humana em emitir juízos diante dos desafios cotidianos, em indentificar aquilo que deve ou não ser feito, revelando a inexistência de critérios que orientem a ação humana para além da reação imediata ou defesa de um interesse particular.
Não é à toa que a sociedade brasileira tem assistido a uma profusão de códigos que buscam normatizar todos os aspectos da vida. Definindo o que é aceitável ou não na esfera pública: do comportamento no trânsito ou em locais públicos até a atuação política, passando pelas relações de trabalho e uso da internet. Nesse sentido, tudo deve ser devidamente regulamentado para banir condutas indesejadas. Embora seja necessária para a convivência social, esta operação é limitada, já que os códigos não conseguem prever todas as situações e sempre há formas de burlar as regras.
Para aqueles que lucidamente identificam a raíz do problema e buscam ultrapassar os limites da normatização, a ética pressupõe, acima de tudo, o conhecimento sobre o próprio ser do homem. Sobre a natureza humana, constituída pelo desejo de realização plena. Para isso, se faz necessário criar espaços que propiciem a reflexão para ajudar o homem a tomar consciência de si mesmo, daquilo que o constitui. Descobrir-se, assim, ao lado de outros homens e a seu serviço no caminho de sua realização.
A realidade hoje é compreendida somente como um processo subjetivo e o homem reconhece como real apenas as impressões e emoções imediatas que vivencia, tomando-as como base para suas decisões. Disso, surge o maior desafio: é possível educar alguém para ser uma pessoa ética?
De certo modo sim. Ética pode ser exercida, provocada, mas não ensinado como um conteúdo. Valores não são ensinados, mas reconhecidos.
A educação moral do homem só ocorre quando se deixa o nível de imperativo- " devemos ser tolerantes e respeitar os outros"- e passa-se para o nível de fundamento- " por que devemos ser tolerantes e respeitar os outros" ?
Dessa forma, os valores ganham vida e as normas tornam-se caminho para a realização humana e não a negação da liberdade.
Nesse processo, porém, emerge a fragilidade do nosso tempo: a dificuldade humana em emitir juízos diante dos desafios cotidianos, em indentificar aquilo que deve ou não ser feito, revelando a inexistência de critérios que orientem a ação humana para além da reação imediata ou defesa de um interesse particular.
Não é à toa que a sociedade brasileira tem assistido a uma profusão de códigos que buscam normatizar todos os aspectos da vida. Definindo o que é aceitável ou não na esfera pública: do comportamento no trânsito ou em locais públicos até a atuação política, passando pelas relações de trabalho e uso da internet. Nesse sentido, tudo deve ser devidamente regulamentado para banir condutas indesejadas. Embora seja necessária para a convivência social, esta operação é limitada, já que os códigos não conseguem prever todas as situações e sempre há formas de burlar as regras.
Para aqueles que lucidamente identificam a raíz do problema e buscam ultrapassar os limites da normatização, a ética pressupõe, acima de tudo, o conhecimento sobre o próprio ser do homem. Sobre a natureza humana, constituída pelo desejo de realização plena. Para isso, se faz necessário criar espaços que propiciem a reflexão para ajudar o homem a tomar consciência de si mesmo, daquilo que o constitui. Descobrir-se, assim, ao lado de outros homens e a seu serviço no caminho de sua realização.
A realidade hoje é compreendida somente como um processo subjetivo e o homem reconhece como real apenas as impressões e emoções imediatas que vivencia, tomando-as como base para suas decisões. Disso, surge o maior desafio: é possível educar alguém para ser uma pessoa ética?
De certo modo sim. Ética pode ser exercida, provocada, mas não ensinado como um conteúdo. Valores não são ensinados, mas reconhecidos.
A educação moral do homem só ocorre quando se deixa o nível de imperativo- " devemos ser tolerantes e respeitar os outros"- e passa-se para o nível de fundamento- " por que devemos ser tolerantes e respeitar os outros" ?
Dessa forma, os valores ganham vida e as normas tornam-se caminho para a realização humana e não a negação da liberdade.

